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Sobre “Canções de Exílio”. O oitavo cd.

Se vc está lendo isso, talvez goste da notícia> o oitavo cd vem aí. Finalmente!!! “Canções de Exílio”. Sim…apenas o oitavo. Início de carreira…rsrs… Uma média de um lançado a cada 2 anos desde o primeiro – “Nem tão são ” – em 2000. Poderia ter lançado mais trabalhos se não tivesse sido escrotamente enrolado por gravadoras e empresários pelo caminho e não tivesse optado por me dedicar e me concentrar nos musicais nos últimos anos. Não foi um tempo em vão e não me arrependo de forma alguma. Amo escrever, compor para musicais também. Farei sempre.Agora aprendi que é possível conciliar. E sei que em algum momento , estarão todos em cartaz.Num futuro próximo, inevitavelmente vão precisar muito de material original bacana….mas voltando ao cd, mais uma vez, produzido brilhantemente pelo Moogie Canazio.

           A capa é simples: Meu rosto. Uma foto feita por Renato Pagliacci. Ok…o famoso e eficiente clichê “o artista vai lançar um cd e mete a cara na capa”. Pronto. Mas dentro dessa simplicidade, há uma comunicação precisa. Traduzindo visualmente o conteúdo, teor, a proposta musical. Há um diálogo com a essência do que a pessoa encontrará ao escutar “Canções de Exílio”. O olhar é naturalmente meio psicopata “Alex DeLarge”, meio debochado e ao mesmo tempo, doce, melancólico… E o trabalho, não só nesse novo cd como em todos,  é exatamente assim. A maquiagem feita por Sabrina Sanm tem um lance meio cubista-Picasso, meio surrealista-Miró… Acho o resultado bonito…e o bacana é que beleza tem uma relação estreita com simetria. Ela fez um desenho assimétrico. Traços que brincam justamente deslocando algumas proporções e percepções… E curiosamente, fica interessante, agradável. Pelo menos pra mim..rsrs.

        O cd começa com Quantos Tantos.  Aborda comportamentos corriqueiros pela internet. A cibercultura gotejando o sêmen de certas (patéticas) papagaiadas. A minha brincadeira nessa faixa é apresentar uma letra que subverte a estrutura da composição pop sem enfraquecer a canção. Na parte A, repito a letra ( coisa que costuma acontecer no refrão) …e quando vai pro refrão, mudo a letra ( coisa que costuma acontecer na parte A) . Na parte C, grandes nomes são citados. Mas o alvo da espetada EVIDENTEMENTE não está neles e sim na profusão  e subseqüente banalização de um procedimento muitas vezes bisonhamente fora de contexto. Frases sensíveis….   

Tudo que não era esgoto é a segunda faixa. Ápice e mais emblemático discurso dessa sensação de exílio. Música densa, intensa e não é um arranjo “porradaria” embora vigoroso. E a metralhadora gira legal. Ra-ta-ta-ta…rsrs

Canção do Exílio Domiciliar. Complemento conclusivo do discurso da faixa anterior. “Pouco” assim… e o que vamos fazer?  “Não sei….”

Nada melhor do que seguir com Boneco de Vodu.  Por favor… Não confundir eu lírico e autor (moi…kkk). A última frase da canção revela bem a personalidade do personagem que canta aquilo tudo.Sei que vão confundir… Outro dia, alguém me perguntou se quando canto em EDUCN “Confio no seu faro”, estou falando de Rodrigo Faro. Está difícil..rs.. Cada vez mais….

Outrora – E a vida passando… Daquelas que decolam. Já imagino ela rolando lindamente nos shows. Que ansiedade…rs

Possibilidade. … Explodir tudo/todo se já não caibo… Uma explosão figurada, please…rs… e os pedaços em Slow Motion.. Voando pelo exílio.

Como quem não quer nada. COMO quem não quer nada??? “Pau no cu do finado rio doce, passa pra cá meu abadá, bora celebrar, beber, cair e levantar”. Faixa pra Mundiça gritar o refrão nos shows…Não vejo a hora.

Hematomas da Teima … “Quando me pega pra Cristo, posso perdoar por não ser crucificado pela compaixão.”.. Melhor assim..

Legítima defesa.. É a seqüência de “Estrela de um céu nublado”. Mais uma vez (!) com a participação incrível de Megh Stock. Essa é a parte 3. ( a parte 1 e a parte 4 já estão prontas…  Só gravar…EM BREVE!) ..  Essa história agora já bateu “Faroeste Caboclo” em tamanho quando juntamos os dois.kkk.. E é claro que serão apresentadas assim nos shows. Nesse episódio, o mote é menos verossímil (embora absolutamente factível) e ao mesmo tempo, marca mais “onde e quando” estamos.Porém, a frase final tb antecipa o que virá por aí no episódio IV… que poderá justificar o mote “fantástico”… Aproveito mais uma vez a narrativa pra descascar “panaquices” corriqueiras no universo desse meu “metiê”…. o “showbiz” .uuui… kkk..

Baudaluv  Um final doce… Mas sem excessos… Diabéticos podem curtir sem perigo algum….rs..

São dez faixas dessa vez. Não por opção…Mas por uma questão de tempo e dinheiro. Não escolhi “as dez melhores”, até pq nem saberia fazer isso. Gosto de tudo que tenho aqui igualmente.MESMO. Se não gosto, elimino, descarto. Foi um lance meio aleatório. Joguei pra cima e peguei algumas…rs.. Tenho muito material.. Quero gravar mais e mais..e logo. Amo isso.Talvez utilize o crowdfunding para conseguir viabilizar.  Bora combinar um lance? Se vocês gostarem de “Canções de Exílio”,  me ajudem lá depois, ok?! Aguaaaardeeem. Bjos. J.

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Fuzarcando

Quando me dei conta de que deveria filtrar, medir bastante cada palavra para evitar confusões na Fuzarca, entendi que a essência era comprometida, duramente atingida e perdi o interesse. Ainda não sei como vou usar o espaço. Espero que seja evitando polêmicas. Será que consigo?! rs   Vamos ver…

Tk care

 

J.

 

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