Exílio News

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O oitavo cd do compositor e cantor Jay Vaquer acaba de receber duas indicações para o Grammy Latino 2016. “Melhor álbum de rock em Língua Portuguesa’ e “Produtor do ano” para Moogie Canazio. O trabalho foi lançado em julho passado na casa de shows Vivo Rio (Rio de Janeiro) e agora o artista segue divulgando esse show.

Jay. Como foi receber a notícia dessas indicações?

Motivo de muita felicidade. Além da honra desse reconhecimento de um trabalho feito com tanto capricho, cuidado e verdade, sei que as indicações acabam despertando a curiosidade e o interesse de muita gente que pode descobrir a existência desse álbum e até mesmo dessa carreira.(apesar das duas décadas de ralação.)  Com o cd anterior, “Umbigobunker!?”, Moogie também foi indicado para “Produtor do ano”. Fiquei tão feliz na ocasião. Ele é um profissional maravilhoso e conduz tudo com uma maestria digna dessas indicações. Acho maravilhoso ser indicado nessa categoria do rock feito na língua portuguesa. Isso significa duas coisas: Aquelas bandas incríveis de rock de Portugal também concorrem e o pessoal presta atenção e dá valor ao que está sendo cantado. A qualidade dessas letras conta na categoria. Que ótimo isso. Vivo numa cidade que perdeu recentemente sua rádio rock. Não tem sido um período muito grato para o gênero. Pouco espaço na mídia. Mas a cena segue firme e forte mesmo assim. 

Me fale sobre o processo de criação desse trabalho.

Tenho muito material. Atualmente, repertório para mais uns três trabalhos. Separei as músicas com o Moogie e trabalhei numa pré com alguns caras incríveis. Gui Boratto, um amigo muito talentoso e com a carreira consolidada no mercado da música eletrônica mundial, Lucas Silveira, Renato Pagliacci. Depois fui trabalhar nas faixas com o  Moogie. Os arranjos foram ganhando corpo com a participação de músicos realmente fantásticos. Aaron Sterling, Sean Hurley, Rafael Moreira, Tim Pierce, Jamie Muhoberac. O processo foi todo muito bacana. Venho postando alguns vídeos das gravações em meu Instagram (@jayvaquer).

Como tem sido os shows desse trabalho?

Ainda estamos no início da turnê. Foram poucos shows até agora, mas é sempre muito gostoso ter um feedback tão positivo. O público já canta todas as músicas do cd com a mesma força das mais antigas.

 

O que disseram por aí :

“Sounds amazing. I wish i could understand the lyrics” ( Steven Tyler – Aerosmith)

“No saldo final, temos um álbum potente, diversificado e pronto pra levar a música de Jay Vaquer a um grau diferenciado de tudo o que se ouve da música atual. É um dos candidatos a melhor álbum do ano. E mais uma vez, um sinal de que o desgaste da nossa música não se dá na criação. E sim no processo de divulgação e escolha do que chega ao grande público.”  (Resenhas Sinceras)

“Por ter tantos detalhes, nuances, vale audições repetidas e cuidadosas. Uma obra feita com esmero, relevante em sua crítica e emocionante em seu afeto. A produção caprichada e as letras muito acima da média do que se produz no Brasil atual, fazem deste lançamento talvez a obra mais bem acabada e concisa do artista até agora.” (Picanha Cultural)

“Afiado, talentoso, exilado e sábio. Que bom existir alguém assim fazendo rock.” (Música Inspira)

“É notável a qualidade dos arranjos, harmonias, efeitos e também a qualidade de composição, Jay é um dos poucos artistas que conheço que sabe criar uma canção tão bem, suas composições são fascinantes, seus personagens são muito bem construídos e posso dizer facilmente que além de um ótimo cantor e compositor ele é um grande contador de histórias juntamente pela sua habilidade de observação do meio no qual vive.” (Gaveta alternativa)

…Arranjos e produção impecáveis, dando peso ideal para o vocal e os instrumentos, junto com a interpretação de Jay e suas letras, com metáforas inteligentes e trocadilhos e profundidade que é difícil encontrar no cenário atual .Outro destaque são os vocais de Jay-  a extensão vocal e a interpretação, mostrando raiva, indignação, sarcasmo e doçura e suavidade, dependendo do que quer passar ao ouvinte.” (Noiseless Music)

“Once again, in Canções de Exílio Jay Vaquer shows a great quality of Brazilian pop-rock with unique metaphors, using the best slangs and expressions of Brazilian Portuguese and not sounding fake or phony. His criticism is clever, well thought out, both abusing and reflecting on how the Brazilian Culture works. Jay can show his sentimental self in an honest way without sounding cheesy. Jay Vaquer is in the form of his life: the songs are mature, well produced and with enough doses of sentimentalism and criticism at fall in love woth. Canções de Exílio may probably get Jay out of the “exile”, but if not- it’s a shame- talents like him are really rare to see, but he will always have his faithful fanbase to, at least, keep him doing these masterpieces.”  (Backseatmafia)

“…O novo álbum, que já está disponível nas plataformas de streaming, parece o ápice dessa maturidade artística e de uma liberdade criativa que atira para todos os lados e acerta bem em todos. Desde o disco O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013), de Emicida, não escuto um álbum que fala tanto do agora, ao mesmo tempo em que consegue não ser datado. Assim como o disco de rap (apontado como o melhor do seu ano pela Revista Rolling Stones e pelo site Miojo Indie), o novo disco do Jay é diverso, atrevido, cheio de sonoridades e temas que gritam.” (Jornal o Povo)